Uma questão de mudança(s)

De aluno a estagiário

O ano era 2014. O mês, julho.

Foi nessa altura que tive a minha primeira experiência profissional na área de RH e o meu primeiro contacto com a Integer. Terminado o primeiro ano de licenciatura em Gestão de Recursos Humanos, achei que seria uma boa aposta ganhar alguma experiência profissional e começar a ter uma ideia do mercado de trabalho. Não só de RH, mas também perceber um pouco melhor como funcionava a realidade profissional e o que me esperava após terminar o curso. Apesar de saber que iria abdicar de 2 meses das minhas férias de verão, não pensei duas vezes e decidi candidatar-me ao programa de estágio da Integer. Senti que esse tempo não seria gasto em vão e encarei-o como um investimento!

Muito se fala sobre estágios de verão e nem sempre os relatos são os melhores, mas o estágio na Integer superou todas as minhas expectativas! Acabei por aprender as bases dos processos de recrutamento e seleção e, mais importante que tudo isso, consegui perceber como era o dia-a-dia de uma empresa, os desafios, as dificuldades, as formas de as ultrapassar e como arranjar soluções para os imprevistos.
Confesso que os primeiros dias foram muito desafiantes, pois tive de aprender novos conceitos técnicos e conhecer a fundo os diferentes perfis de TI. No entanto, com dedicação e o apoio de todos, os dias foram-se tornando cada vez mais fáceis.

O que mais gostei nesta primeira experiência, não foi tanto a parte operacional, mas sim o valor que a Integer dá às suas pessoas, a proximidade que existe entre o topo estratégico e os colaboradores e a importância que dão ao equilíbrio trabalho-família/vida pessoal.

O estágio terminou e sempre senti que as portas ficariam abertas para o meu regresso. Fiquei com uma certeza: a Integer seria uma empresa da qual gostaria de fazer parte no futuro.

O primeiro regresso à Integer

Terminei o estágio e seguiu-se mais um ano de licenciatura que, apesar de ter corrido bem, sentia não ser suficiente e que talvez pudesse fazer algo mais. Foi então, já no terceiro ano de licenciatura, que tive a ideia de regressar à Integer em regime part-time.

Durante este período, ganhei ainda mais conhecimento e experiência profissional, ao mesmo tempo que estudava. Esta experiência permitiu que me desenvolvesse como profissional de RH e, mais do que isso, ajudou-me a perceber melhor a aplicabilidade de muitos dos conteúdos que eram lecionados no curso, tais como: Recrutamento e Seleção, Avaliação de Desempenho, Gestão da Formação e muitos outros.

Da Integer para o mundo

Após 6 meses, surgiu a oportunidade de estudar fora do país durante o último semestre do curso, ao abrigo do programa Erasmus. Optei por avançar com esta experiência, mas confesso que tive algum receio que esta mudança pudesse ser vista de forma menos positiva por parte da Integer. Porém, foi exatamente o contrário! A Integer concordou comigo em como seria uma grande oportunidade para mim, atitude/gesto que diz muito da cultura e dos valores da Integer. Esta foi uma das melhores experiências da minha vida. Conheci uma nova cultura, uma nova língua, novas pessoas (que se tornaram amigos), ganhei conhecimentos fora da área de RH e, do ponto de vista pessoal, tive dos anos mais animados, até hoje! Viver e estudar fora do país foi uma grande mudança e, provavelmente, a mais intensa.

Assim que a experiência terminou, conforme prometido, regressei à Integer onde estive durante mais um ano. Desta vez, a trabalhar a tempo inteiro. Durante este período, continuei a desenvolver-me como profissional, sempre com o objetivo de fazer a Integer crescer comigo, também.

Quanto mais entrevistava perfis de IT, mais crescia em mim a curiosidade e vontade de perceber o que era estar do outro lado, ou seja, trabalhar numa vertente mais técnica. Será que a mudança me iria fazer ganhar outra perspetiva e mudar a forma como eu via o recrutamento? Será que estava perante mim uma oportunidade que eu não podia desperdiçar?

De Recruiter a Analista Funcional

À medida que o tempo ia passando, a motivação para experimentar um trabalho mais técnico, e de ver a área de IT com outros olhos, continuava a crescer. Contudo, a mudança não foi de todo fácil e ainda estive algumas semanas a pensar sobre o assunto. Após alguma reflexão, acabei por deixar a Integer em 2018, prometendo que regressava caso voltasse para a área de recrutamento.

Trabalhei durante 2 anos como Analista Funcional em projetos SAP e, até hoje, foi a experiência mais exigente que tive. A mudança para a área técnica não é fácil. Aprender tudo de “raiz” e tentar perceber vários conceitos técnicos do início, não é algo que se faça numa semana. Aprendi imenso, sobre como se gerem projetos de IT, sobre as suas várias etapas, sobre as dificuldades do dia-a-dia dos projetos, sobre gestão de pessoas e, como seria de esperar, aprendi bastante também sobre vários conceitos da área, aprendizagem essa que ainda hoje me ajuda. Contudo, a maior aprendizagem foi a nível pessoal. Percebi quais eram os meus limites e, sobretudo, aquilo que gostava mais e menos de fazer do ponto de vista profissional. Apesar de me ter desenvolvido a vários níveis, pessoal e profissional, fui desmotivando com o passar do tempo. Comecei a sentir que não me enquadrava naquela área e que o contacto e a comunicação com os outros, para mim, a verdadeira essência de RH, tinha sido substituída em grande parte por análise de requisitos e testes funcionais.

O regresso à Integer e a RH

O ano 2020 trouxe-nos a pandemia, uma mudança involuntária que todos tivemos de fazer e que impactou toda a nossa vida. No meu caso, teve mais impacto a nível social e de aprendizagem com os colegas, pois fui privado de grande parte das interações que tinha em âmbito profissional. Este aspeto foi o gatilho que me levou a tomar a decisão de sair da área técnica. Foi então que, em setembro desse ano, regressei a casa e tive a minha mudança mais recente. A Integer recebeu-me, mais uma vez, de braços abertos. Neste retorno, deparei-me com uma empresa mais sólida, com os processos de negócio mais definidos e com uma estrutura maior e mais robusta. Eu, regressei também com mais alguma maturidade, com maior conhecimento de mercado e, sobretudo, mais bem preparado para conversar com perfis da área técnica.

Atualmente, já se passaram praticamente 2 anos e a experiência tem sido bastante positiva. Continuo a aprender muito e, agora, começo também a dar uma ajuda aos perfis mais juniores.

No fundo, o que quero transmitir com a minha história, é que as mudanças são essenciais para o nosso desenvolvimento. É necessário descobrir o que mais e menos gostamos e conhecer outras realidades. Agradeço à Integer todo o apoio e acredito que outras mudanças ainda estão por vir, e tenho a certeza de que serão incríveis.

Filipe Marques
Talent Acquisition Specialist

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